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Dia da Água: geossintéticos conferem proteção, economia e sustentabilidade

23 mar 2026

Dia da Água: geossintéticos conferem proteção, economia e sustentabilidade

Por Fabricio Zambotto

Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça a importância desse recurso como um dos pilares fundamentais da vida, da economia e do desenvolvimento sustentável. Em um país como o Brasil, que concentra uma das maiores reservas hídricas do planeta, os desafios não estão necessariamente na escassez, mas na forma como a água é gerida, distribuída e preservada.

Nesse contexto, torna-se essencial analisar o tema sob três dimensões interligadas — econômica, social e ambiental —, destacando o papel de tecnologias como os geossintéticos na busca por soluções mais eficientes e sustentáveis.

Do ponto de vista econômico, a água é um elemento central para diversas atividades produtivas, especialmente o agronegócio, um dos principais motores da economia brasileira. A produção agrícola depende diretamente da disponibilidade hídrica, e os geossintéticos têm contribuído de maneira significativa para ampliar a eficiência no uso desse recurso.

Um exemplo é a utilização de geomembranas na impermeabilização de reservatórios, permitindo a captação, o armazenamento e a conservação da água com índices de eficiência que podem chegar a 99%. Essa capacidade possibilita que produtores armazenem água em períodos de chuva para utilizá-la em épocas de seca, garantindo sistemas de irrigação contínuos. Como resultado, áreas que antes realizavam apenas uma colheita por ano passam a alcançar duas safras, elevando a produtividade e consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de grãos.

Ainda no campo econômico, os geossintéticos também desempenham papel relevante na indústria, especialmente na gestão de resíduos. Tecnologias como as geoformas permitem a desidratação de lodos, recuperando até 95% da água que antes seria descartada como resíduo. Com isso, apenas 5% do material precisa de destinação final. Essa redução de volume impacta diretamente os custos operacionais, diminuindo a necessidade de transporte — como o uso de caminhões — e podendo gerar uma economia de até 70% nos custos de destinação.

Além disso, ao reduzir o consumo de água e aumentar a eficiência dos processos, essas soluções contribuem para tornar as operações industriais mais sustentáveis e competitivas. A própria segurança hídrica também tem implicações econômicas relevantes, já que a capacidade de armazenar e distribuir água ao longo do ano evita perdas produtivas e garante maior estabilidade em períodos de estiagem.

Sob a perspectiva social, a água está diretamente associada à saúde pública e à qualidade de vida da população. No Brasil, o déficit em saneamento básico ainda é um problema crítico: apenas uma pequena parcela do país trata integralmente seus resíduos, o que resulta na contaminação do solo e dos lençóis freáticos. Essa realidade afeta principalmente as populações mais vulneráveis, que muitas vezes dependem de fontes alternativas, como poços, sem qualquer tipo de tratamento.

O consumo de água contaminada está relacionado ao aumento de doenças como infecções, diarreias e outras enfermidades de veiculação hídrica, além de contribuir para a disseminação de epidemias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada real investido em saneamento, são economizados 4 reais na saúde.

 Nesse ontexto, os geossintéticos oferecem soluções importantes ao impedir que resíduos contaminem o solo e os aquíferos. A aplicação de geomembranas em sistemas de tratamento garante a impermeabilização das áreas, protegendo o meio ambiente e assegurando que a água tratada mantenha sua qualidade até chegar à população.

No aspecto ambiental, os desafios relacionados à água envolvem principalmente a preservação dos recursos naturais e o combate à poluição dos rios. Os geossintéticos atuam desde a proteção do solo até a recuperação de recursos hídricos. As geomantas, por exemplo, são utilizadas para conter processos erosivos, evitando que sedimentos sejam levados para os rios, o que causa assoreamento e degradação dos ecossistemas aquáticos. Já as barreiras de siltagem, conhecidas como silt fences, são instaladas ao redor de obras para impedir que partículas de solo atinjam os corpos d’água, sendo uma prática ainda pouco difundida no Brasil, mas amplamente adotada em países com regulamentações mais rigorosas.

Na gestão de resíduos e lodos, as geomembranas se consolidam como uma das principais soluções para impermeabilização do solo em nível global, evitando a contaminação do lençol freático. Além disso, os geossintéticos são aplicados em sistemas de drenagem urbana e na canalização de rios, contribuindo para reduzir alagamentos em períodos de chuvas intensas e minimizando impactos ambientais, sociais e econômicos.

A relevância da água também pode ser compreendida a partir de cenários extremos, nos quais o abastecimento é interrompido. Em determinadas regiões do mundo, a dependência de sistemas de distribuição é tão grande que a falta de água por poucos dias pode gerar crises severas. Isso evidencia a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologias que garantam não apenas o acesso, mas também a segurança hídrica. Nesse sentido, os geossintéticos se destacam por sua capacidade de integrar soluções que envolvem armazenamento, transporte, tratamento e preservação da água.

Diante desse panorama, o Dia Mundial da Água se apresenta como um momento de reflexão sobre a urgência de uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos. A integração entre inovação tecnológica, responsabilidade ambiental e compromisso social é essencial para enfrentar os desafios atuais.

Os geossintéticos, ao aliarem eficiência econômica, proteção ambiental e benefícios diretos à saúde pública, demonstram que é possível avançar na construção de um modelo mais equilibrado e resiliente, no qual a água continue sendo um recurso acessível e seguro para as futuras gerações.

“Fabricio Zambotto é Vice Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (Abint) e Engenheiro Civil com especialização em Engenharia Ambiental (Unicamp).

 

Informações à Imprensa

Assessoria de Comunicação ABINT

Roberta Provatti

(11) 99652-4661

provattijornalista@gmail.com 

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