Wilian Miron
O segmento de saúde deve movimentar mais de R$ 5 bilhões, com crescimento de 5% sobre os R$ 4,7 bilhões registrados em 2009 durante os três dias da Hospitalar -17ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios. Neste ano o evento terá 1.250 expositores.
Segundo a fundadora e presidente da Hospitalar, Waleska Santos, o evento é considerado o mais importante do País e o segundo maior do mundo no segmento de saúde. É uma data especial para os lançamentos do setor, então as novidades costumam surgir lá, conta.
Para Waleska, o bom momento pelo qual o País passa deve alavancar os números da feira, que já conta com 480 expositores estrangeiros, número 20% maior na comparação com o ano passado. Outra observação de Waleska é a quantidade de possíveis compradores que o evento vai atrair: mais de três mil pessoas, do Brasil e do exterior. Agora o País está no radar do mundo. Por isso, o volume de negócios tende a crescer, explica ela, sobre aumento da quantidade de companhias estrangeiras na Hospitalar.
De acordo com a idealizadora da feira, o evento se tornou, além de um espaço para negócios, um ponto de encontro entre fornecedores e empresas da área, o que movimenta também a capital paulista. Estamos em 9º lugar no ranking de eventos da SP Turismo, o que significa que a feira gera negócios também para a cidade, completa ela.
Empresas
Os números da Hospitalar também animam expositores como a Alert, multinacional portuguesa especializada no desenvolvimento de sistemas de informatização de gestão clínica hospitalar. Segundo Luiz Brescia, diretor-geral da companhia no Brasil, a participação na feira deve alavancar a imagem da empresa para conquistar novos contratos e chegar à meta de faturar R$ 25 milhões no primeiro semestre. Até agora já faturamos R$ 10 milhões e, com novos contatos da Hospitalar, podemos fechar contratos para bater a nossa meta para o semestre, disse Brescia.
Outra que pretende alavancar as vendas no período é a Medicare do Brasil. Para a gerente comercial da Medicare, Adriana Lima, a empresa deve atingir R$ 400 mil em vendas durante os três dias da feira. A feira será um canal para apresentarmos novas tecnologias de equipamentos e insumos, afirma ela, ao ressaltar que a participação no evento deve alavancar em 10% o faturamento da Medicare.
Convênio
Durante a feira, a Associação Brasileira das Indústrias Médico-Hospitalares e Odontológicas (Abimo) e a Agência Brasileira de Promoção de exportações e Investimentos (Apex-Brasil) vão renovar, pela quarta vez, o Projeto Setorial Integrado (PSI), no valor de R$ 14,7 milhões, e executado em conjunto pelas entidades desde 2003. A nova edição do projeto é válida até 2012.
O objetivo do convênio é estimular as exportações e reduzir o déficit da balança do setor de saúde, estimado em US$ 2,7 bilhões. Para isso, estão previstas ações de marketing internacional, como a participação em feiras, missões e visitas a potenciais clientes no exterior e rodadas de negócios para recepcionar potenciais compradores de isumos para o setor de saúde de fornecedores.
Para a Abimo, as exportações de produtos do Brasil para a área da saúde podem atingir US$ 650 milhões ao longo deste ano e acumular um crescimento de 17% por conta do reaquecimento da economia mundial desde o ano passado.
DCI |