LAERTE GUIÃO MARONI - Presidente da ABINT

A ABINT - Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos foi fundada em 21 de março de 1991, sendo uma sociedade civil sem fins lucrativos, tendo dentre seus principais objetivos, congregar pessoas físicas e jurídicas com respectivas atividades ligadas à produção, transformação, comercialização, fornecimento de insumos e equipamentos, e outros, de nãotecidos e tecidos técnicos, além de promover o desenvolvimento e crescimento do mercado de aplicações destes produtos em seus diversos segmentos, e participar ativamente dos trabalhos de elaboração de normas técnicas.

Assim, e dentro da sua filosofia de atuação, a ABINT sente-se orgulhosa em poder divulgar a presente coletânea, fato inédito na história da nossa entidade e do nosso setor.

A nossa meta é a de divulgar o mais amplamente possível tais normas, incentivando o seu uso e aplicação em todos os segmentos da nossa indústria, de forma homogênea, que proporcionará sem dúvida um Salto de Qualidade para os Nãotecidos e também para seus Derivados, onde especialmente, em sendo as características do nãotecido dominantes, respectivos ensaios deverão ser efetuados de forma consistente, ou seja, fundamentados nas normas NBRs do material predominante, o que naturalmente acabará por se refletir em conforto para a cadeia de produção.

Tal objetivo é de todo meritório e de responsabilidade da nossa indústria, porque, compromissada com a sociedade no que lhe cabe em termos de atitudes e propostas para melhoria da qualidade de vida de seus indivíduos, envida todos os esforços para obtê-los em prol da própria comunidade.

Os méritos deste trabalho têm de ser repartidos com as entidades ASSINTECAL – Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, APEX – Agência de Promoções às Exportações, ligado ao MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ABNT/CB-17 – Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário, e ABNT/CB-11 – Comitê Brasileiro de Couro e Calçado, entidades essas cujos respectivos esforços ajudaram sobremaneira a viabilizar esta coletânea.

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MILTON KILLING - Presidente da ASSINTECAL

"Trabalho em conjunto que rende imagem para produtos brasileiros"

Ao longo dos três anos em que vimos trabalhando para aumentar a base e o volume de exportações de componentes para couro e calçados, temos feito as mais diversas ações, como participação em feiras, participação em missões comerciais e outras atividades que nos apoiaram para o cumprimento de nosso objetivo. Em todas estas atividades, pudemos sentir claramente a necessidade de uniformidade nos nossos produtos, para que possamos ser respeitados no mercado externo. Por isto, iniciativas como a que a ABINT está colocando em prática, com a formalização de uma coletânea de normas técnicas, contribuem para melhorar a imagem dos nossos produtos no mercado externo. O mercado globalizado exige uniformidade e padronização, que são conseguidas a partir de propostas como esta, de formalização das normas técnicas para a produção de não-tecidos.

Iniciativas como esta que a ABINT coloca em prática em parceria com a Assintecal, vão permitir que o Brasil avance em todos os segmentos. Precisamos unir forças e potenciais para crescermos em conjunto, e garantir qualificação que nos coloque em pé de igualdade com nossos concorrentes globais.

Internamente, os clientes de todos os segmentos também estão em busca de uma qualificação cada vez maior, para que seus produtos finais também possam ser mostrados em pé de igualdade com seus concorrentes no mercado globalizado. Hoje, nossos clientes também estão muito voltados para o mercado externo, e exigem componentes com uma qualidade e uniformidade que lhes dê condições de concorrer com seus rivais em outros mercados no mundo. Por isto a importância do acesso a instrumentos como a coletânea de normas da ABINT.

Esta coletânea, que será de grande valia para o crescimento tecnológico e qualitativo dos não-tecidos, afetará de forma direta os fabricantes de componentes para couro e calçados, na medida em que a matéria-prima utilizada na produção de componentes vem dos associados da ABINT.

O sucesso da marca By Brasil, criada pela Assintecal para identificar os componentes para couro e calçados no exterior, depende de ações que agreguem cada vez mais valor aos nossos produtos. A iniciativa da ABINT é uma das ações que beneficia também o nosso setor. Mais do que isto, a coletânea oferece condições para que mais um segmento da economia brasileira agregue valor aos seus produtos, e ganhe espaços no mercado internacional. Quanto mais qualificação tiverem produtos de todos os segmentos, melhor será  a imagem do Brasil neste mercado cada vez mais competitivo, e que hoje não está mais separado por fronteiras físico-geográficas, e sim pela qualificação de cada país, em todas as áreas.

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MARIA ADELINA PEREIRA GALHANI - Superintendente do CB-17

Desde 1940 a ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas desenvolve, como ONG (organização não governamental), a normalização no Brasil.

Reconhecida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Qualidade Industrial) a ABNT produz normas para vários setores da produção e serviços, que oferecem apoio técnico ao Código de Defesa do Consumidor e Lei das Licitações.

A ABNT é membro fundador da ISO, COPANT e da Associação MERCOSUL de Normalização. A atuação importante como sério Fórum Nacional de Normalização, tem seu reconhecimento internacional através de secretarias que a ISO tem sediado no país.

A norma é ferramenta que garante ao mercado a concorrência leal não só no território nacional, mas também internacional junto a OMC.

Na área têxtil e vestuário, o CB 17 Comitê Brasileiro de Normalização Têxtil e Vestuário, que tem seu correspondente no TC 38 da ISO ,desenvolve normas através das comissões de estudo, constituídas de produtores, consumidores e neutros (escolas e laboratórios). São mais de 200 normas na área para embasar a qualidade aos produtores e consumidores.

O Comitê Brasileiro de Normalização Têxtil e do Vestuário da ABNT reconhece todos os esforços que a ABINT desenvolve para constituir normas técnicas para o setor com o objetivo de oferecer qualidade ao consumidor de nãotecido e fidelizá-lo pela satisfação do desempenho apresentado.

Com a perfeita visão da importância da norma seja como ferramenta técnica seja como ferramenta comercial que garante a concorrência leal, os coordenadores das comissões de estudo sobre nãotecidos tem apresentado uma produção profícua, realista quanto ao Brasil e abrangente quanto aos padrões internacionais de qualidade.

Vemos neste esforço de constituir esta coletânea um importante desdobramento da função de normalizadores, a de divulgadores dessa cultura tanto aos associados quanto ao mercado consumidor de nãotecido, de forma a deixar transparente a relação e contribuir enormemente para a elevação do nível tecnológico da sociedade, o que faz parte da missão ABNT.

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MARTINHO FLECK - Superintendente do CB-11

O processo normativo, além de sua grande importância técnica para o desenvolvimento da indústria, caracteriza-se pelo fortalecimento do espírito associativo e de difusão do conhecimento técnico. O produto daí gerado – a norma, incorpora estas características, transformando-se em mais do que um documento, passando a ser um meio de integração entre empresas e setores produtivos.

Neste sentido o ABNT/CB-11 Comitê Brasileiro do Couro e do Calçado, e o Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins – CTCCA, responsável pela sua secretaria, sentem-se gratos em apoiar a iniciativa da ABINT, ABNT/CB-17 e ASSINTECAL, quanto à elaboração desta coletânea de normas.

É importante salientar que a norma só tem valor quando efetivamente utilizada pelas empresas, e para que isso aconteça é preciso facilitar o acesso das mesmas aos documentos. Neste sentido acreditamos que a coletânea será de grande utilidade para todas as empresas de todos os setores industriais que utilizam, direta ou indiretamente, os não tecidos.

Através da difusão ampla deste conhecimento, os materiais utilizados na produção de calçados certamente terão os seus ensaios específicos uniformizados e mais facilmente aceitos tanto pelos consumidores quanto pelos fornecedores, e desta forma agregando valor a toda a cadeia calçadista. Afinal, norma é sinônimo de competitividade!